A atuação da defensora pública associada Taís Vieira em um caso atípico e delicado garantiu proteção a uma mulher em situação de violência doméstica, resultando na prisão do agressor após sucessivos episódios de ameaça e perseguição.

O caso teve início quando mensagens enviadas ao WhatsApp da recepção da Casa da Mulher Brasileira, com referências a casos de grande repercussão, foram interpretadas como ameaças à integridade da vítima. Diante do risco, a defensora expediu ofícios à Patrulha Maria da Penha para realização de visita domiciliar e também solicitou providências a outra instituição de acompanhamento.

Além das ameaças, apurou-se que o agressor utilizava o mesmo número de telefone para se passar pela vítima, tentando criar a falsa impressão de que não havia mais riscos ou perseguição.

Na visita domiciliar, entretanto, a vítima relatou novas invasões, perseguições e até tentativas de instalar câmera em seu quarto. Com base nesses elementos, a defensora reuniu informações que fundamentaram o pedido do Ministério Público pela prisão do agressor, que chegou a ser detido preventivamente.

“Foi um caso diferente, porque mostrou que a violência contra a mulher também pode se manifestar por meio de manipulações e ameaças indiretas. Atuar nesses contextos exige atenção redobrada e articulação entre várias frentes de proteção”, afirma a defensora.

O caso evidencia que as medidas de proteção à mulher precisam estar atentas não apenas às agressões físicas, mas também às diversas formas de violência psicológica e de perseguição, que colocam em risco a vida e a liberdade das vítimas.

 

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