Uma medida protetiva concedida pela Justiça, após atuação da Defensora Pública associada Inês Batisti, em Dourados, garantiu a exclusão do CPF de uma vítima de violência doméstica de contas conjuntas manipuladas pelo agressor. A decisão devolveu à mulher o controle sobre sua vida financeira e representou passo essencial para sua segurança e autonomia.

O caso chamou atenção pela forma de violência utilizada, em que mesmo após a separação o agressor mantinha o CPF da vítima vinculado a contas conjuntas e realizava movimentações sem o consentimento dela, acumulando dívidas e ameaçando “sujar” seu nome para forçá-la a retomar o relacionamento.

“Não foi um caso de agressão física, mas de controle psicológico e financeiro. Ele usava o CPF dela como forma de manter poder e impedir que ela seguisse a vida. Conseguimos, na medida protetiva, que o juiz determinasse a exclusão do CPF dela dessas contas e bloqueasse temporariamente o acesso dele. Depois disso, ela nos disse que finalmente pôde dormir tranquila”, explica a defensora responsável pelo atendimento.

A atuação garantiu que a vítima tivesse seu CPF totalmente desvinculado das contas manipuladas pelo agressor e que ele fosse impedido de realizar novas movimentações em nome dela. Essa providência, embora pareça simples, representou uma virada na vida da assistida, que recuperou o controle sobre suas finanças, pôde reorganizar sua rotina e, principalmente, sentiu-se segura para seguir em frente sem o medo constante de novas dívidas ou ameaças.

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